quinta-feira, 17 de julho de 2014

O MODELO DOS MODELOS



O MODELO DOS MODELOS
O Texto “modelo dos modelos” de Ítalo Calvino nos remete há uma breve reflexão a respeito de nossas inquietudes, como professor do AEE, mais especificamente ao modelo de AEE que deve ser com certeza idealizada, mas sem perder, no entanto o foco principal que é a individualidade de cada sujeito, temos a ideia de um modelo que à priori, é o melhor, mais adequado, ou que durante muito tempo, foi nos mostrado como a “melhor opção” para os alunos com necessidades especiais. Podemos dizer que neste estágio temos apenas a teoria.
Quando nos deparamos com os casos reais, confrontando teoria e prática, é possível constatar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência Ítalo Calvino ressaltarmos. Se o modelo é exequível aos nossos alunos. Porém chegamos à conclusão, que não é viável a utilização de apenas um modelo. E a partir deste momento, as inquietações são mais frequentes. Cientes que não existe um modelo pronto e acabado, então há a necessidade de “proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam”. Ítalo Calvino.
Enfim, seguindo a perspectiva ética de Ítalo Calvino, um indivíduo que considerasse ser possível descrever um tempo que deve acabar (i.e., prescrever alguma forma de suspensão apocalíptica do tempo) e, portanto, congelar seus instantes de forma a contê-los em modelos reificados de salvação ou condenação, não perceberia, alienado, a sua condição já moribunda. Tal pretensão mata, na verdade, o elemento basilar do sujeito da modernidade: a valorização do mundo da experiência e do horizonte aberto de expectativas, o que significa um exercício cognitivo periódico de auto reflexão corrosiva dos paradigmas ou modelos que dão sentido ou organização ao mundo. Nesse sentido, o seu compromisso com a vida se delineia no presente, entre o passado (herança sempre revisável) e o futuro (a aposta em construir um mundo mais justo, sustentável, múltiplo e desessencializado).
Deste modo, diante dos estudos, pesquisas e práticas pedagógicas, concluímos que precisamos de vários modelos, e neste sentido, destaque aos planos de AEE, onde existe um modelo (roteiro) que foi pensado como forma de orientação, de dar um direcionamento, ou seja, é o ponto de partida.
TEREZA CRISTINA

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Recursos e estratégias em baixa tecnologia para aluno com TGD/TEA



Recursos e estratégias em baixa tecnologia para aluno com TGD/TEA


 



Álbum dos sentimentos
Fotos, fazer seu próprio álbum de fotos.

Objetivo da atividade:
Responder a perguntas simples sobre seus sentimentos e ações.

Intervenções:
O professor orientará o aluno olhar um álbum de fotos da família e selecionar de 7 a 10 fotos da criança. Assegure-se de escolher fotos que despertem alguma emoção clara. Por exemplo, escolher uma foto da criança  recebendo um presente de aniversário ou uma foto dela brincando com familiares para fazer um “álbum de sentimentos”. Coloque as fotos na mesa e escolha uma para mostrar a ela. Após ela ter a oportunidade de olhar para a foto, pergunte-lhe: “Como você se sentiu quando (você recebeu o presente de aniversário/estava brincando com seus irmãos, etc.)?”. Incentive-a a utilizar palavras que descrevam sentimentos, como “Feliz”, ou “Empolgado”. O professor escreverá a palavra debaixo de cada foto, até ter feito todas as páginas de fotos. Junte e grampeie as páginas e deixe a capa em branco. Intitule o livro “Meu álbum de sentimentos” e peça à criança para decorá-lo.
A criança pode, então, mostrará estes álbuns para seus amigos, familiares ou outros e explicar o que sentiu em cada página.



As atividades lúdicas oferecidas para a criança com TEA estimulam as áreas da interação social, comportamento e comunicação:


 

·         Passeio no super carro
Esta atividade consiste em puxar a criança sobre um colchonete ou tapete pelo sala. O professor deve fantasiar a brincadeira para ser interessante, por exemplo, dizer que agora a criança vai andar no super carro relâmpago McQueen (Disney) e estimular a criança a repetir a palavra PASSEAR quando quiser mais. Nesta brincadeira estimula-se a comunicação verbal e período de atenção por 10 minutos ou mais.


·         O sapo comedor de bolhas 
Para esta atividade você precisará de um fantoche de sapo e bolhas de sabão. A atividade consiste em fazer bolhas de sabão e com entusiasmo e animação fazer o sapo "comer" as bolhas. Dessa forma estimula-se a comunicação verbal quando a criança tem que dizer "bolha" para o sapo comer e o contato visual. O período de atenção é de 5 minutos ou mais.


·         Dado das brincadeiras 
Esta atividade desenvolve a atenção por 15 minutos ou mais, flexibilidade e participação física. Você precisará de um dado gigante que poderá ser confeccionado com papelão ou tecido. Cada face do dado deve conter uma ação a ser realizada pela criança, por exemplo:

PULAR - deve-se incentivar a criança a repetir a palavra "pular" e junto com ela pular o mais alto que conseguir.










quarta-feira, 23 de abril de 2014

DEFICIÊNCIAS MULTIPLAS E SURDOCEGUEIRA



As pessoas portadoras de deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Um exemplo seriam as pessoas que têm deficiência mental e física. A múltipla deficiência é uma situação grave e, felizmente, sua presença na população geral é menor, em termos numéricos. Talvez os Telecentros raramente (ou nunca) recebam pessoas com múltipla deficiência, mas consideramos importante trazer informações sobre esta possibilidade.

Tradicionalmente, os profissionais especializados e os familiares de pessoas com múltipla deficiência focalizavam sua atenção no que estas pessoas não podiam fazer, em suas desvantagens e dificuldades. Atualmente temos uma postura diferente: preocupamo-nos em descobrir quais são as possibilidades que a criança apresenta e quais são as suas necessidades, em vez de destacar suas dificuldades. Assim, temos descoberto formas e métodos para atendê-la.

É importante que a família seja orientada a manter um contato com essa criança por meio dos sentidos que não foram lesados, para estimular o resíduo auditivo e, principalmente, o resíduo visual, se houver. Por exemplo: a família do bebê surdo cego deve passar informações a ele por meio de toques afetivos; ele deve sentir que é amado e perceber a presença do adulto através de brincadeiras.

As instituições que recebem os casos de múltipla deficiência costumam atender principalmente casos de surdo cegueira, que combinam as deficiências auditiva e visual. A pessoa que tem surdo cegueira não pode ser comparada com um surdo nem com um cego, pois a pessoa com cegueira e a pessoa surda utilizam seus sentidos de forma complementar: a pessoa com deficiência visual trabalha mais sua audição e a pessoa surda conta mais com sua visão, No caso da surdocegueira, esta complementação não acontece - é uma outra deficiência. É por esta razão que escrevemos esta deficiência com uma só palavra, "surdocegueira".

O grupo mais numeroso de surdocegos é composto por pessoas com 65 anos ou ainda mais idosas, que adquiriram a deficiência sensorial tardiamente. As causas da surdocegueira podem ser: acidentes graves; síndrome de Usher (as manifestações clínicas desta síndrome de origem genética incluem a surdez, que se manifesta logo no início da vida e a perda visual que ocorre, geralmente, mais tarde); surdocegueira congênita, resultante de doenças como a rubéola ou de nascimentos prematuros.

É difícil imaginar como uma pessoa surdocega se comunica, mas isso é possível. Os surdocegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas.

A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos surdos, pode ser adaptada aos surdocegos, utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, a pessoa com surdocegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito. Esse método de comunicação é chamado de Tadoma.

Também é possível para o surdocego escrever na mão de seu intérprete, utilizando o alfabeto manual dos surdos, soletrando as palavras ou ele pode redigir suas mensagens em sistema braile, que é um alfabeto composto por pontos em relevo criado para a comunicação dos portadores de deficiência visual.

Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.

Há casos de crianças surdocegas brasileiras que desenvolvem condições de serem educadas com os surdos, comunicando-se em LIBRAS e usando o braile para o conhecimento da leitura e escrita. Mas, para que isso aconteça é necessário que a intervenção seja precoce, ou seja, quando a criança for bem pequena. Cada surdocego adulto tem o direito de decidir qual vai ser sua forma de comunicação, para que participe das atividades em casa, no trabalho e no lazer.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O AEE PARA ALUNOS COM SURDEZ



O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA PESSOA COM SURDEZ

O Atendimento Educacional especializado para pessoa com surdez estabelece a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessa pessoa como ser humano, visando seu desenvolvimento e aprendizagem. A atual Política Nacional da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva preconiza que: “a Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades e realiza o Atendimento Educacional Especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular” (MEC/SEESP, 2007, p. 10).

Atendimento Educacional Especializado em Libras. Para atender de maneira organizada o atendimento em libras deve ocorrer diariamente em horário contrário ao das aulas na sala de aula comum, propiciando uma oportunidade para que o professor de AEE faça seu planejamento juntamente com o professor de turma comum e o professor de Língua Portuguesa, acompanhando o plano de conteúdo oficial da escola, pois o conteúdo é semelhante ao desenvolvido na sala de aula comum de acordo com a série ou ciclo que o aluno está cursando.

Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras. Para Damázio (2007, p. 32), o Atendimento Especializado de Libras é outro momento didático pedagógico para os alunos com surdez incluídos na escola comum. Ele ocorre no horário contrário ao das aulas, é um trabalho realizado pelo professor ou instrutor de Libras.

Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa.  A proposta didático-pedagógica para se ensinar português escrito para os alunos com surdez orienta-se pela concepção bilíngue - Libras e Português escrito, como línguas de instrução destes alunos. A escola constitui o lócus da aprendizagem formal da língua Portuguesa na modalidade escrita, em seus vários níveis de desenvolvimento. Na educação bilíngue os alunos e professores utilizam as duas línguas em diversas situações do cotidiano e das práticas discursivas.